Galeria Espaço IAB 
Galeria de Arte do Instituto de Arquitetos do Brasil 
Ponto de Cultura Solar do IAB. Rua Gal. Canabarro, 363 
Centro Histórico. Porto Alegre, RS. Brasil 
(51) 3212 2552.  www.iabrs.org.br
NA SALA DO ARCO
Sítios de la memória FERNANDA MARTINS COSTA
ABERTURA 25/10/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 24/11/2017
Acredito que, assim como as pessoas, os espaços que nos acolhem também carregam lembranças e vivências. Ao me apropriar de fragmentos de tinta oriundos de paredes e muros para as colagens sobre tela, construo uma obra combinada de pigmentos, areia e resinas onde relevos e territórios surgem ao longo do processo. Longe dos cavaletes e procedimentos tradicionais da pintura, adoto gestos e ferramentas da construção civil onde o acaso faz parte da composição. Nascem superfícies plásticas que sugerem desde espaços arquitetônicos até paisagens aéreas. Uma geografia imaginária. São sítios de memórias vivenciadas e desejos projetados que ao encontro do gesto na pintura exercito a liberdade de expressão e elaboro a minha existência. A mostra “Sítios de la memória” é o resultado de uma pesquisa que realizo há oito anos, em que a apropriação de materiais, imagens e informações sobre o espaço expositivo  é o  alicerce para a fatura não só das telas, mas de toda a atmosfera do espaço a ser vivenciado pelo observador. Nesse sentido, toda a criação para a sala do arco, na Galeria Espaço IAB, foi pautada pela história do Solar do Conde de Porto Alegre. Construído na segunda metade do século dezenove, esse prédio abrigou entre outras instituições, além da residência inicial, o primeiro necrotério da cidade (1933) e parte das instalações do centro de repressão ao longo dos anos de ditadura militar, o Dops. (Fernanda Martins Costa)







NA SALA ANEXA
Meio ao Caos - Insubmissões Adela Bálsamo ArmandoAna RochaAnderson NevesCarmem SalazarCarmen SansoneFábio André RheinheimerFátima PintoLizandra CaonLouise SoaresLucca CurtoloLuci SgorlaPaola ZordanPaula RuszkowskiRaquel HirtzRoberta AgostiniRoberta IVISãndro Belloríni e Soraya Girotto
ABERTURA 25/10/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 24/11/2017
Em sua pluralidade de matérias, técnicas e expressões, a mostra MEIO AO CAOS questiona qual arte é livre. Indaga quais discursos são tomados como pertinentes para tratar e destratar temas polêmicos em arte. Nos encontros e desencontros entre pesquisas, obras e artistas, pensa em como um espaço comum se articula. Meio é tanto a metade como o entorno que constrói o espaço que nos situa. Meio também é estar entre. Em meio a um caos de informações e debates, o grupo se move resistindo a complexidade de um meio, por vezes hostil, no qual juízos morais incidem sobre a produção artística. Ao mesmo tempo, adere a um sistema de escolhas e exclusões, aceitando a submissão de propostas a editais perante aleatórias entradas e saídas no mundo da arte. Partindo de inquietações em torno da legitimidade no sistema contemporâneo das artes visuais, opera em suas problemáticas mobilizações, estratégias e logísticas, discutindo as relações entre quem faz e quem aprecia; entre quem investe em seu trabalho e quem desiste de expor a sua arte. Entre novas-velhas tramas procura provocar encontros que não os já estabelecidos, sem propor um projeto curatorial centralizado e coeso, sem uma fórmula prescrita, expondo poéticas individuais que procuram pontos de rupturas entre elementos coincidentes. Diversos olhares nos instigam a pensar o que é a liberdade na arte, deixando em aberto questões em torno do caos imanente à tessitura de projetos coletivos e a imprevisibilidade de suas repercussões. (Paola Zordan)




NA SALA NEGRA
Expressões GOTTO
ABERTURA 25/10/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 24/11/2017
O escultor Gotto, mediante sutis intervenções, revela o que já está contido na própria natureza, demonstrando que para a conquista de um resultado forte, se faz necessário abrir o processo e explorar positivamente seus desdobramentos ao longo da desconstrução da matéria prima. Com forte trabalho autoral, o artista deixa visível sua intenção de transformar a matéria, antes bruta, em obras de arte, exaltando com sobriedade as sinuosiades da vida e suas transformações nem sempre controladas. Antes era apenas pedra, mas agora descoberta ressignifica-se como cabeça, ou semente e outras interpretações que também não abandonam a raiz do ser: ainda pedra.  




NA CIRCULAÇÃO
Sagração do Pampa MARIO CLADERA
ABERTURA 25/10/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 24/11/2017
Mario Cladera nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 1958, e reside em Porto Alegre desde 1978. Trabalhou no ateliê do escultor Vasco Prado e da gravurista e tapeceira Zorávia Bettiol, e também com a ceramista Argentina Martha Kearns. Em 1984 ingressa no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, quando foi aluno dos professores Cláudio Martins Costa, Carlos Tenius, Rose Lutzemberger, entre outros. Entre os anos 1986 e 1996 o escultor realizou uma série de obras em terracota, bronze e resina com cargas. As obras do artista nesse período expressam um olhar e um sentir latinoamericano resultado do sincretismo entre o sagrado e o profano, o culto e o popular, o racionalismo e a magia. O trabalho exposto na Galeria Espaço IAB, intitulado “Sagração do Pampa”, é fruto de uma série desenvolvida nesse período de atuação de Cladera, e pertence ao acervo da Galeria da Duque






NA SALA NEGRA
IMESURA TETE BARACHINI, ALICE TORRES, DENI CORSINO, FLÁVIA DE QUADROS, LUCAS STREY, PEDRO FERRAZ, PETER GOSSWEILER, TALITA PROCÓPIO E THIAGO TRINDADE
ABERTURA 13/9/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 10/10/2017
Propor pensar uma cidade a partir de seu muro tem sido o objetivo de um grupo de artistas que trás para a exposição IMESURA fragmentos das suas aproximações e percepções resultantes das diversas ações e intervenções poéticas, realizadas nos últimos dois anos pelo grupo de pesquisa Objeto e Multimídia-CNPq/UFRGS, junto ao Muro da Av. Mauá.  Um muro aparentemente mensurável e de convivência harmoniosa com sua cidade - já que esta o deseja em pé para sua proteção -, ao ser visitado, percorrido, atravessado, observado, espiado e medido, transforma-se para os que ganham a consciência de sua existência, apenas em um obstáculo imensurável e de mesura desconfiável em sua permanência torta, cuja única reverência a ser posta é a sua em relação às águas do Guaíba e suas ilhas. A cidade o possui presente, os artistas o desejam ausente.




NA CIRCULAÇÃO
(des) BROTAMENTOS CATIUSCIA DOTTO
ABERTURA 13/9/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 10/10/2017
Vitalidade. Energia que seduz os sentidos. Inquietudes formais que se estruturam expressivamente. Nascem voluptuosamente no espaço (in?)disponível percebido pela matéria e pela sensibilidade humana da escultora. Fazem valer seus lugares. Ocupam para também serem ocupadas... Se fazem ver em cores para nos apontarem o que pode haver aqui e lá... Perfuram o entorno, sinuosos e hieráticos, como desejos... Legítimos e ruidosos em seus silêncios ávidos de olhares. De encontros... Estas e outras qualidades persistem germinando superação expressiva e apuro técnico. Renovam-se a cada olhar recebido o que atesta propriedade natural e genuína nascentes de sinceridade processual. Fruto de muito trabalho, persistência e inquietude. Acreditamentos e atributos necessários para se fazer e viver arte. Enfim, este conjunto escultórico, ora exposto no IAB, representa e apresenta, com propriedade, CATIUSCIA DOTTO, uma escultoraguerreiraescultora. (ZÉ Goulart - Prof. Escultura da UFSM).


NA SALA DO ARCO 
EXTINÇÃO TOMAS BARTH
ABERTURA 13/9/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 10/10/2017
Quando aluno de artes visuais no IA, Tomas Barth não queria outra coisa senão desenhar. Focou-se com rara determinação num desenho afastado de modismos, sempre realizando séries. Na primeira, escolheu ferramentas, natureza morta utilitária, como motivo para o exercício de uma prática que já misturava elementos contemporâneos, como referências aos alicates de Jim Dine, a uma técnica clássica na observação dos objetos e no tratamento gráfico. Isso se verifica ainda hoje em sua série de animais por meio do emprego da caneta bic preta sobre páginas impressas. Depois de retratar formigas, passa agora a concentrar-se em mamíferos selvagens que parecem aprisionados na folha de papel e no mundo que os oprime.  Se o trabalho de Tomas Barth pretende denunciar o desaparecimento dessas espécies, não é à toa que o faça através do desenho sobre guias telefônicos antigos com suas listas de nomes impressa, linguagem e suporte também ameaçados de extinção. (Teresa Poester - Porto Alegre/Setembro de 2017).


NA SALA ANEXA
O VISITANTE MARTA DISCHINGER
ABERTURA 13/9/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 10/10/2017
A exposição reúne obras que abrangem diversas técnicas: gravuras, desenhos e objetos. Marta Dischinger cria uma relação afetiva com a paisagem compreendida através de memórias e redescobertas em seus territórios como lugares de arte. Nestes percursos, plantas, águas, animais e rochas são incorporados às fantasias e convidam às diversas reinterpretações. (Curadoria de Ester Meyer e Paulo Leônidas. Expografia de Ester Meyer, Adriana Sabadi e Ivan de Sá).




NA CIRCULAÇÃO
JARDIM SUSPENSO ISABELLA DE MENDONÇA
ABERTURA 14/6/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 14/7/2017
A exposição será composta por rastros das intervenções que estão ocorrendo no Solar IAB durante o período de residência da artista. Os trabalhos serão inéditos e pensados para o contexto, evocando as memórias do lugar e sua história política, com intervenções marcadas pela resistência. Composta de instalações, fotografias e bordados, e criando uma narrativa espacial, a exposição busca evocar ainda a memória de mulheres vítimas de violência. Como plano de fundo para compor essa narrativa, é trazida a personagem Ofélia, da peça Hamlet, com uma leitura contemporânea, trabalhando com a hipótese de que Ofélia teria se suicidado por conta dos abusos de Hamlet. A artista revela que as “mulheres são violentadas desde muito cedo, das maneiras mais sutis e simbólicas, e essa violência da qual estamos sujeitas, passa pelo nosso processo de subjetivação. Ou seja, a violência está na construção social e subjetiva da mulher. A minha construção como artista também é permeada por isso e o trabalho surge a partir disso. Como um processo de cura de memórias, revivo em minhas performances abusos já sofridos de forma a “re-experienciá-los” e, na vivência em arte, poder criar novos significados e afetações, resistir. A importância dessa exposição, para mim, é a criação de um espaço seguro, em suspensão, para novas abordagens de fala da subjetividade feminina”.  




NA SALA NEGRA
ATELIER BRITTO VELHO BRITTO VELHO, ALICE SCHIMITT, GUTA, MARIA ISABEL BERTA DORNELES, MASINHO SUSIN, NILSON GUERRA e TÂNIA ROSSARI
ABERTURA 14/6/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 14/7/2017
Os processos criativos inerentes à produção de cada um dos artistas são diferentes, estando vinculados à trajetória individual construída pelo acúmulo de trabalho, e a convivência no espaço do Atelier Britto Velho estimulou ainda mais esse desenvolvimento, impulsionando a construção de linguagem própria pelos artistas participantes, o que se revela na variedade de manifestações. O grupo de artistas vem, desde 1999, realizando exposições em museus, como Museu de Trabalho e Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, em galerias de arte, como Galeria Delphus e Alencastro Guimarães, bem como em outros espaços culturais, como o Instituto Yazigi e o Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano.




NA SALA ANEXA
ENTRE IMAGENS BRUNO TAMBORENO
ABERTURA 14/6/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 14/7/2017
Os trabalhos desse projeto tiveram início em 2015, e apenas começaram a tomar forma e força em meados de 2016, quando já investido algum tempo e observação em cada um. Sua construção é dada por sobreposições, apagamentos, redirecionamento do suporte e uma série de fatores que permitem o artista escapar do hábito, ao lidar com dados externos a seu controle. A partir de fotografias tiradas da rua, da janela do apartamento ou de dentro do atelier, o desenho realoca essas situações e agrupa esses diversos tempos e espaços vividos e registrados, para dar memória ao papel e consequentemente uma força para a imagem. A busca é por envolver, criar sensações e estimular o público a ressignificar as imagens segundo sua experiência. Tudo partindo de um lápis e um papel. 






NA SALA DO ARCO
GROTESCOS & DELICADOS PENA CABREIRA
ABERTURA 14/6/2017, às 19:30   VISITAÇÃO ATÉ 14/7/2017
O título “Grotescos & Delicados” apresenta uma aparente contradição, mas a conjunção aditiva (&) torna os termos coexistentes e complementares. Os desenhos de Pena Cabreira são compostos dessa ambiguidade: traços ágeis representando figuras humanas - solitárias, ou em dupla - toscas, rústicas, mas com expressões melancólicas, pensativas, enigmáticas e até delicadas. Esses elementos dão às composições características peculiares e instigantes.​




NA SALA NEGRA
ESCULTO-PINTURAS: 30 ANOS DE CRIAÇÃO NESTOR CANDI
ABERTURA 14/12/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/12/2016 a 24/2/2017
O artista argentino Nestor Candi reúne pinturas e esculturas criadas entre 1987 e 2016, em exposição que demonstra as relações entre seus trabalhos bi e tridimensionais, reunindo obras executadas com fragmentos de ferro soldados e outras com tintas, verificando-se construção convicta de formas em visível equilíbrio, mediante recortes, dobras, aplicação de cores sobrepostas com harmonia, que tornam evidente a identidade do artista e revelam os processos sucessivos desenvolvidos nesses 30 anos de criação permanente.





















NA SALA ANEXA
GRÁFICA MENTE MOTU
ABERTURA 14/12/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/12/2016 a 24/2/2017
Moisés Tupinambá, também conhecido como Motu, apresenta trabalho icônico com linhas urbanas de identidade contemporânea. Seus temas, influenciados pela cultura pop, giram em torno de paisagens urbanas e personagens dotados de certo humor. O artista explora técnicas e suportes diversos, tendo em sua produção trabalhos em desenho, pintura, litogravura, xilogravura e cerâmica.























NA SALA DO ARCO
RELICÁRIO PELA VIDA LARA ESPINOSA, MILENA KUNRATH, SANDRA MENESES E SUZANA CAMPOZANI
ABERTURA 14/12/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/12/2016 a 24/2/2017
Trabalhos que remetem a elementos da natureza em impressões imaginativas de grupo que resultaram na composição de um “Relicário”. As artistas revelam que em suas lembranças “imprime-se o espírito de algo que não mais existe, ou que tende a desaparecer, mas que ainda tem capacidade de transformação para uma nova História”. Nesse contexto, a reunião dos materiais se deu de forma natural, uns como extensão dos outros. Raízes, sementes, folhas e pequenas plantas do jardim se agregaram ao cotidiano de fazer cerâmica, reunidas como acervo particular, tátil e visual. 












NA CIRCULAÇÃO E ÁREAS EXTERNAS
ALÉM DA PAISAGEM BIANCA SANTINI
ABERTURA 14/12/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/12/2016 a 24/2/2017
A proposta da exposição Além da Paisagem busca transpor para o espaço a forma como a paisagem é percebida e modificada, a partir de deslocamento e percepção fenomenológica e de sentido. Neste processo, a poética do trabalho traduz elementos do real para o imaginário, do lado externo para o lado interno, provocando uma ativação do espaço e um desenho da paisagem mediado pelo corpo. A partir de caminhadas pela cidade de Porto Alegre, percorrendo ruas, praças e parques com foco no olhar sobre a paisagem, onde galhos, raízes, troncos de árvores vislumbram um desenho no espaço, diversos elementos constroem um acervo e funcionam como laboratório de pesquisa a céu aberto, onde são registrados ou coletados para desenvolver pinturas, desenhos, objetos e instalações. A saída de campo e o deslocamento são pontos essenciais para a produção do trabalho atual de Bianca Santini, embora não explicitados na exposição.  As alterações climáticas e o excesso de chuvas e temporais que ocorreram no último verão em Porto Alegre, alteraram a paisagem e a percepção sobre ela. Em Além da Paisagem, Bianca faz uma instalação de uma árvore, construída com uma estrutura de espuma, arames, canos metalizados, manta térmica, revistas e roupas usadas no hall do espaço cultural do IAB, com raízes que se alastram no espaço externo. Um outro olhar sobre sua pesquisa e sua produção revela a paisagem como ponto de partida e para além dela, em que novos elementos são agregados e a partir deles outros questionamentos relacionados à identidade e à memória começam a tomar relevância no processo de criação.



NA ÁREA EXTERNA
26 RICARDO CARDOSO
ABERTURA 14/9/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/9 a 14/10/2016.
A força de uma forma pura, sem adornos ou enfeites, concebida tendo como ponto central a proporção e a estabilidade que se intercruzam na gramática das formas. A instalação específica de Ricardo Cardoso dialoga com a edificação do Solar do IAB, enquadrando-o de maneira a ressignificar o ambiente construído. Essa pureza geométrica abre a possibilidade da obra mostrar sua fração interior, como que revelando sua essência que ilumina a quem observa ou caminha, refletindo parcialmente as cores do entorno imediato. Assim, evidencia-se sua finitude, mas ao mesmo tempo deixa trespassar olhares estimulados pelo contraste dos materiais, agora inseridos no universo contemporâneo.

  

NA SALA DO ARCO
O JARDIM SECRETO ADRIANA GIORA
Curadoria de Letícia Lau
ABERTURA 14/9/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/9 a 14/10/2016. 
Adriana preparou para esta exposição 3000 peças em cerâmica para sua instalação que tomará conta de todo o espaço da sala do Arco, transformando-a em um jardim. O tema do Jardim Secreto se refere ao jardim como espaço privativo simbolizando os sonhos e um refúgio. Com uma população cada vez mais urbana e as pessoas mais distanciadas da natureza, o espaço de um jardim privado é um bem cada vez mais precioso. A ideia aqui não é criar um simulacro da realidade, mas transpor para a linguagem artística, dentro da poética da artista, um lugar para apreciar, circular e refletir sobre nossas ações perante a natureza.


 
NA SALA NEGRA
PROJETOS DEMARCATÓRIOS ROBERTO CHAGAS
ABERTURA 14/9/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/9 a 14/10/2016.

O homem por sua natureza demarca o espaço, e carrega em si as marcas do tempo. A escultura é matéria transmutada pelo homem no espaço. Roberto, em suas esculturas, propõe um diálogo entre território e temporalidade, pois demarcar o espaço exige tempo. Cada uma das peças apresentadas nesse conjunto corresponde a uma investigação formal que poderá vir a ocupar o espaço público em uma outra dimensão. A pedra, a madeira e o metal atravessam-se na composição e sofrem, da mão do escultor, uma aceleração da ação do tempo sobre si, embora apenas na superfície do metal se possa perceber. É o tempo simbolizado. Algumas dessas esculturas, que compõem uma série iniciada em 2013, saem pela primeira vez do atelier do escultor. Entretanto, algumas já ocupam seu espaço em praças e parques de cidades como Valdívia, no Chile; Ayia Napa, no Chipre e Rio de Janeiro. Assim segue Roberto, transitando pelo território enquanto o tempo passa e transcorre suas marcas no processo de cada obra.




NA SALA ANEXA
PAPIER MÂCHÈ - CHO DORNELES & ALUNAS
CHO DORNELES (ORG.), GRAÇA HUND, JAQUE PAULETTI, MADALENA FUKE, NORA BOHER, REJANE WAGNER, SANDRA KRAVETZ, SILVIA AITA, SUZANA ALBANO, TEREZA ALBANO, VALÉRIA SOVIERO E VERA DALL'ONDER.
ABERTURA 14/9/2016, às 19:30   VISITAÇÃO 15/9 a 14/10/2016.
Séculos antes de Cristo, o papiro. Século II, a descoberta ou invenção do papel na China. Século VII, encontrados no fundo do mar, capacetes feitos em camadas superpostas de papel com acabamento em laca, restos de uma batalha entre China e Persia. Século X, de Samarcanda via Damasco o papel substitui o papiro, e Espanha, França e Alemanha tomam conhecimento deste novo material levado provavelmente por comerciantes venezianos. Século XVII, aparece a técnica do PAPEL MACHÉ, como reaproveitamento das sobras de papel, sendo inicialmente usado pela indústria na fabricação de objetos para tabacaria e na produção de utilitários e de painéis usados como divisórias. Começa a se difundir na Inglaterra, Alemanha e Rússia. No ano de 1765, o imperador alemão Frederico, o Grande, patrocina a fundação de uma fábrica de objetos de PAPEL MACHÉ na cidade de Berlim, Alemanha. Já no ano de 1793 se sabe, com certeza, que foi construída uma igreja com painéis deste material, nos arredores de Bergem, na Noruega. Esta se manteve em boas condições por 37 anos, antes de ser demolida. Nos últimos anos é possível observar uma redescoberta do PAPEL MACHÉ. Muitos artistas que, até bem recentemente, se dedicavam predominantemente à cerâmica, à escultura, à pintura ou mesmo às instalações, têm cedido ao fascínio desse flexível material. Acessível, leve e resistente, o PAPEL MACHÉ é um material através do qual se obtém excelentes resultados em um curto espaço de tempo. O irresistível fascínio por este material nasce principalmente de duas características fundamentais: a facilidade com que se pode prepará-lo para trabalhar e a sua imensa versatilidade, capaz de definir grandes possibilidades para o desenvolvimento adequado de múltiplas idéias e projetos. Assim, o que se mostra nesta exposição é o resultado do trabalho orientado por Cho Dorneles, que vem sendo realizado por três grupos distintos, pela primeira vez reunidos, para mostrar em conjunto suas obras.